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Gestão de TI

Quanto custa uma hora de operação parada na sua empresa

16 de outubro de 2026TICWay
Estações de trabalho do escritório da TICWay

Toda empresa que já ficou com o sistema fora do ar sabe a sensação. O que quase nenhuma sabe é o número. E sem o número, parada de sistema vira assunto de TI, quando deveria ser assunto de diretoria.

A conta não é complicada. Ela só nunca foi feita.

A conta básica

Comece pelo mais simples: o que a empresa deixa de faturar enquanto está parada.

  • Pegue o faturamento do último mês.
  • Divida pelo número de dias úteis.
  • Divida pelo número de horas trabalhadas por dia.

Uma empresa que fatura R$ 2 milhões por mês, em 21 dias úteis de 9 horas, movimenta cerca de R$ 10.500 por hora. Essa é a primeira linha da conta, e a mais fácil de defender numa reunião.

O que a conta básica esconce

Faturamento parado é só o começo. Some a ele:

  • Gente parada. Trinta pessoas sem sistema, a um custo médio de R$ 40 por hora, são R$ 1.200 a cada hora de espera. Elas continuam sendo pagas.
  • Trabalho refeito. Pedido anotado no papel entra duas vezes, entra errado, ou não entra.
  • Produto e prazo. Em quem trabalha com perecível, logística ou janela de entrega, a parada estraga ou atrasa algo que não volta.
  • Cliente. O mais caro e o menos visível. Quem não conseguiu comprar hoje testou o concorrente.
Na maioria das empresas de médio porte que atendemos, o custo real de uma hora parada fica entre duas e quatro vezes o valor da conta básica.

Agora multiplique pela frequência

Uma parada por mês parece pouco. Doze por ano, a três horas cada, são 36 horas. Com a conta acima, uma empresa de R$ 2 milhões ao mês perde algo perto de R$ 700 mil por ano em indisponibilidade. Esse é o tamanho do problema que costuma estar escondido atrás de "o sistema caiu de novo".

O que fazer com o número

Quando a empresa tem esse número, três conversas mudam de tom:

  • Orçamento de TI. Deixa de ser custo e passa a ser comparação: o que se gasta para evitar contra o que se perde quando acontece.
  • Escolha de fornecedor. Disponibilidade garantida em contrato passa a ter preço comparável.
  • Prioridade técnica. Fica claro o que precisa de redundância e o que pode esperar.

Faça a conta da sua empresa esta semana. Se o resultado incomodar, é porque o problema já existia: ele só não tinha número.

Quer conversar sobre a operação da sua empresa?

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